“Vamos privilegiar cada vez mais a mulher”


Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Uma política de reajuste do benefício do ‘Bolsa Família’ que tenha um percentual maior sobre a parcela referente a quantidade de filhos. Assim a presidenta Dilma Rousseff explicou os objetivos de aumentar a renda daquelas famílias mais numerosas em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, ao programa ‘Mais Você’, levado ao ar na manhã desta terça-feira (1º/3), na TV Globo. A participação da presidenta Dilma, gravada no dia anterior no Projac, no bairro de Jacarepaguá, no Rio, permite ao cidadão conhecer alguns detalhes da vida pessoal da presidenta, como seus gostos pela literatura e pelas obras de arte. A entrevista durou pouco mais de 90 minutos.

“Nós ainda temos uma desigualdade muito grande. Você sabe que a pobreza, no Brasil, tem cara. Tem cara, sexo e a pobreza também tem origem. Então, a pobreza, ela é muito feminina, está ligada à mulher e à criança e, geralmente ela se concentra em algumas regiões do Brasil mais que em outras: Norte, Nordeste. E várias outras regiões espalhadas pelo Brasil, inclusive, em São Paulo, aqui no Rio e em outros estados: Rio Grande do Sul. O que nós fizemos? Já na época do Presidente Lula foi feito o Bolsa Família. O Bolsa Família é assim, Ana Maria. Tem uma parte que é fixa e a outra varia conforme a quantidade de filhos. O que nós estamos fazendo? Nós vamos mudar a situação, nós vamos privilegiar cada vez mais a mulher recebendo pela quantidade de filhos que tem. Nós vamos reajustar a parcela relativa à quantidade de filhos. Porque também, quanto mais pobre a família, e quase 34%, 35% das famílias mais pobres têm como chefe, mulher.”

Quando a presidenta Dilma tratava desse assunto com a apresentadora Ana Maria, o quadro trouxe uma questão da ex-senadora Marina Silva, que disputou a Presidência da República, em outubro do ano passado. A ex-senadora indagou sobre “quais são as políticas voltadas para a inclusão produtiva das mulheres para que estas também possam ter aquilo que chamam de igualdade de oportunidades tanto para elas quanto para seus filhos?”

“Era disso que a gente estava falando. Muito boa pergunta da Marina… Eu tenho certeza de que uma política de erradicação da pobreza, ela tem de ser focada na mulher e na criança. Nas famílias chefiadas por mulheres, quanto mais pobre a família, maior o número de famílias chefiada só pela mulher. Por que a gente foca na mulher? Quem recebe o Bolsa Família é a mulher. Por quê? Porque a gente sabe que a mulher não vai pegar o dinheiro e dar uma passada no bar e tomar umas e outras. A gente sabe disso, o próprio homem sabe disso. Por quê? Porque a mãe dele cuidou dele e ele sabe que a mãe é isso, então privilegiar a mãe.”

E prosseguiu: “Outra política que nós vamos centrar… a gente tem um programa, Ana Maria, que se chama Minha Casa, Minha Vida, de zero a três salários mínimos. A gente vai exigir que quem… mesmo quando a mulher tem um companheiro, quem tenha a titularidade do imóvel é a mulher mãe porque também ela jamais vai passar o imóvel dela para frente, que é o local em que ela vai ter o seu filho e vai protegê-lo. E uma terceira coisa importantíssima: não sei se você sabe que quem abre mais pequenos negócios é a mulher.”

Neste instante, a presidenta Dilma disse que pensa na criação de “um ministério de pequenas e médias empresas, micro, para ter crédito.” E acrescentou: “Porque você não pode exigir o mesmo tipo de tratamento de uma grande empresa ou de uma média e de uma micro. Você não pode fazer isso. A cabeleireira , por exemplo, você tem uma cabeleireira, você tem, além disso, você tem uma série de atividades que a mulher, ela é especialista, ela é ótima também na indústria de alimentação. Ela é capaz, por exemplo, de fazer uma quentinha e distribuir, ela é capaz de vender… enfim… nós vamos dar… dar suporte para que isso ocorra de uma forma”.

No decorrer da conversa, a presidenta Dilma explicou sobre a criação da política que permite reajustar o salário mínimo, dando visibilidade ao trabalhador, e do programa que instituiu a distribuição de medicamentos para quem tem problema de hipertensão e diabetes. A presidenta tratou de questões pessoais e contou também momentos em percebeu que seria escolhida pelo ex-presidente Lula para disputar a sua sucessão e expressou o sentimento no momento da posse, quando subiu a rampa do Palácio do Planalto e instantes depois, na sequência da cerimônia, iria se despedir daquela pessoa com quem compartilhou os mais importantes momentos do governo.

Fonte: Blog do Planalto

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