O padrão Fifa foi extremamente limitado


Faltou nosso povo nessa Copa e sua diversidade cultural que os estrangeiros queriam conhecer. O padrão Fifa não confiou na criatividade de nossas escolas de samba, nem quis mostrar a cara do nosso povo afrodescendente!

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Há um ano atrás, falavam que quem ia abrir a Copa seria a Escola Leandro de Itaquera e as demais escolas da Zona Leste, que o objetivo era valorizar os artistas locais. Cheguei até a fazer matéria para o Jornal Fato Paulista, pois a Leandro ensaiou no Elite Itaquerense e iria ensaiar para abrir a Copa, puxando as demais escolas,iriam dar um show semelhante ao Carnaval.

O padrão Fifa veio e branqueou tudo. Quis mostrar que o Brasil é um país branco e usou de diversos artifícios para isso. Renegou os apresentadores afrodescendentes, e ainda xigiu que fossem  contratados artistas que não fizeram juz a toda a criatividade dos brasileiros. Tanto que nas redes sociais, a Cláudia Leite é sendo comparada à galinha pintadinha, só mudou a cor para o azul. O que os estrangeiros vieram ver aqui na abertura é o nosso povo negro com seu samba, seu ritmo, seu gingado,com sua musicalidade.

Muito mais barato e mais lindo seria um grupo Olodum, Ilê Aye, Capoeira no campo,mostrando que realmente somos um Brasil afrodescendente,  com uma diversidade cultural imensa que não se pasteuriza facilmente, mesmo com toda a massividade do capitalismo através  da indústria cultural.

Faltou nosso povo na abertura!

Faltou este tempero  brasileiro que nos resta esperar surgir no campo, nos pés dos jogadores, em sua maioria afrodescendentes, formados no Brasil e que vivem no exterior, mas que ainda não tiveram a nacionalidade tirada pela Fifa.

Desrespeito a nossa autoridade maior: a presidenta

Lamentável o uso indevido do espetáculo,  para desrespeitar nossa presidenta, juntando o machismo com o simulacro de uma classe média que já pensa no ano eleitoral e no uso  da imagem e as filmagens nas eleições. Os brasileiros adoram futebol e, mesmo que as elites queiram tirar isso do povo, não será possível.

O grande líder negro, Nelson Mandela, dizia que o esporte pode vencer o racismo e, estrategicamente, usou-o para unir seu país. Agora é hora de, estrategicamente fazermos como Nelson Mandela, todos os líderes afrodescendentes usarem a estratégica deste mestre que, de maneira inteligente, soube trabalhar  todas as adversidades em favor dos povo sul-africano.

Ao invés só de xingar e reclamar, é bom também ver os pontos positivos que estão ocorrendo nesta Copa, pois há um trabalho feito pelo população organizada nos bastidores e que não é mostrado na televisão, como cooperativas de trabalhadores  que conseguiram o direito de colocar trabalhares locais para venderes durante os jogos, e estes  em sua maioria são negros.

Abriu-se uma oportunidade que, usando de estratégia e sabedoria, os afroempreendedores deverão se apropriar, para economicamente podermos ter condições de exigir nossa representatividade em todos os eventos que ocorrerem e assim, podermos dizer que este é um país eminentemente afrodescendente, que em nenhum grande evento cabe negar isso em seu processo de construção.

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